O Livro

SINOPSE: Eliza Stewart tem um dom incomum. Ela é vidente. Sempre fez parte de sua vida salvar as pessoas com quem se preocupa, prevenindo acidentes e inconveniências que pré-visualizou em sua mente. Mas nada nunca se comparou ao tipo de visões que começa a ter aos dezoito anos, numa noite em que “vê” um rapaz sendo sequestrado de um trem. Os dois passam a ter “encontros” em sonhos, totalmente reais, ocasiões em que ele diz que será assassinado e ela é a única que pode impedir essa tragédia. Agora Eliza precisa reunir coragem, fugir de casa e sair em uma viagem incerta para tentar salvar essa vida e, quem sabe, recuperar seu grande amor.


PEQUENA PRÉVIA...

“A única coisa que eu conseguia ver com clareza era o homem há poucos passos, o meu alvo... se ainda me restasse alguma força. Tudo o mais não parecia existir, apenas um borrão de cores e formas ao meu redor.
É claro que tinha de restar alguma força, ou tudo o que eu passara não teria valido de nada. Eu sabia exatamente o que fazer, mas tudo parecia tão irreal e tão doloroso que a cada batida do coração eu me sentia mais fraca e vulnerável.
Heroísmo é para heróis, eu sempre soube disso. E o problema é que eu nunca fui uma heroína. A despeito de tudo o que parecia sensato, porém, lá estava eu, lutando até a última fagulha de esperança, usando de cada fiapo de resistência que meu frágil e despreparado corpo oferecia, infringindo a lei natural das coisas... Salvando a vida da pessoa que amava. Ou melhor, tentando salvar.
Era a segunda vez que eu via essa cena. Apesar de ter visto antes, na minha mente, com a mesma nitidez, agora era real, avassaladoramente real. E nesse instante eu estava lá, de espectadora, esperando reunir coragem suficiente para agir.
O barulho estrondoso veio da arma. O som mais terrível do mundo. Naquele segundo, meu universo desabava.
Havia muitas coisas que eu queria dizer para expressar a dor que atingia meu peito e que nada tinha a ver com dores físicas. Mas, no minuto em que eu soube que ouviria aquele som explosivo e nauseante, tudo o que consegui emitir através de meus lábios secos foi um longo e desesperado grito.” (Prólogo)

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